Paços de Ferreira 1-2 Benfica (Michel 28´; Gaitán 63´e Bruno César 68´)
O Benfica saiu da Mata Real com 3 pontos, num resultado enganador para o que se passou durante os 90 minutos. Apesar da maior posse de bola e envolvimento atacante, foi o Paços de Ferreira a dispor das melhores ocasiões de golo, principalmente no início do segundo tempo, quando já estava 1-0 no marcador. A reacção encarnada, colheu frutos em cinco minutos, numa partida onde o Benfica revelou eficácia na hora do remate. Com este resultado, o FC Porto ficou com apenas um ponto de vantagem para Benfica e Sp. Braga, numa luta acesa pelo título.
O jogo começou com o Benfica a tentar chegar à baliza de Cássio, o que conseguiu por três ocasiões (Nolito e Saviola remataram para defesa do brasileiro, enquanto que Cardozo chegou atrasado a um cruzamento de Bruno César), contudo, seria o Paços de Ferreira a chegar ao golo. Os pacenses já tinha ameaçado no contra-ataque, e numa boa jogada entre Melgarejo e Luisinho, chegou ao golo, através de Michel (completamente sozinho na área, depois de uma defesa de Artur). O Benfica não conseguiu responder ao Paços e, antes do intervalo, Melgarejo obrigou Artur a grande defesa.
No segundo tempo, Jorge Jesus colocou em campo Gaitán e Nélson Oliveira, mas quando se esperava uma reacção do Benfica, foi o Paços de Ferreira a entrar com tudo. Alguns cantos a favor dos pacenses e bastantes oportunidades de golo para dilatar o marcador. Melgarejo rematou contra o poste, Ricardo cabeceou com perigo por 3 ocasiões na área encarnada e, num contra-ataque rapidíssimo, Melgarejo serviu Alvarez, o salvadorenho rematou para defesa de Artur e Michel (num lance semelhante ao seu golo), falhou com a baliza aberta. O jogo estava mais perto do 2-0, contudo, aos 64 minutos, Nelson Oliveira arrancou pelo lado direito, cruzou e Gaitán rematou para o seu 2º golo no campeonato (após simulação de Cardozo). Logo de seguida, Maxi foi derrubado à entrada da área e Bruno César rematou colocado e sem hipóteses para Cássio. O Benfica tentou gerir a posse de bola até final, onde não houve grandes motivos de interesse para além das expulsões de Michel e Ricardo.
Destaques:
Benfica - Os encarnados fizeram um futebol lento, bastante previsível e que pouco incomodou a defensiva do Paços. Aliás, foi mesmo a defesa do Benfica quem mais tremeu, valendo a inspiração de Artur na baliza encarnada. Jorge Jesus tentou mudar tudo ao intervalo e o esforço foi recompensado com dois golos e extrema eficácia na hora do remate. O Benfica continua na luta pelo título, mas hoje poderia ter dito adeus, pois o Paços esteve mais perto da vitória.
Paços de Ferreira - Henrique Calisto transformou completamente o futebol dos "castores" e foi visível os progressos durante os 90 minutos. Com duas setas nos flancos, um lateral bastante ofensivo, um meio campo batalhador e um ponta-de-lança poderoso fisicamente, o Paços de Ferreira poderia ter saído da Mata Real com os três pontos. A manutenção ainda está longe de garantida, mas a jogar assim, dificilmente o Paços desce de divisão. Destaques para as excelentes exibições de Melgarejo (melhor em campo), Luisinho (está a transformar-se num excelente defesa-esquerdo), Ricardo (apesar do vermelho, esteve praticamente intransponível na defesa e ainda esteve perto do golo no ataque), Michel (apesar de ter falhado o 2-0, deu bastante trabalho à defesa encarnada) e André Leão.
Nélson Oliveira/Gaitán - O momento da partida terá sido o 1º golo dos encarnados, construído pelo jovem português e finalizado por Gaitán. Durante os primeiros minutos do segundo tempo não conseguiram ganhar espaço, contudo, com o golo do argentino, os dois jogadores lançados por Jorge Jesus foram crescendo e destacaram-se entre os demais jogadores de campo do Benfica. O avançado português parece mesmo ter ganho o lugar a Rodrigo (o espanhol só entrou no final da partida) e poderá mesmo subir na hierarquia encarnada na frente de ataque (Saviola, apesar de titular, não deve entrar nas contas).
Artur - Depois de uma partida menos boa frente ao FC Porto, o guarda-redes brasileiro apareceu em grande forma na Mata Real e foi mesmo o melhor elemento do Benfica. Negou o golo a Melgarejo na 1ª parte, defendeu o remate de Manuel José (apesar de Michel ter marcado logo a seguir) e foi importante no início da segunda parte, quando parou o contra-ataque mortífero do Paços (defendeu o remate de Alvarez e depois Michel rematou por cima).
Luisão/Maxi Pereira - Dois elementos que não costumam falhar, mas que hoje foram facilmente batidos pelos atacantes do Paços. Apesar de Jardel e Capdevila não terem feitos exibições positivas, o lateral uruguaio foi completamente ultrapassado por Melgarejo em inúmeras ocasiões e o central brasileiro não marcou a sua presença habitual na área e defensiva encarnada.
Javi Garcia/Witsel - Poucas ideias no meio campo encarnado, muita lentidão e graves falhas na marcação defensiva. Depois da excelente exibição frente ao Zenit, o médio belga esteve bastante mal na circulação de bola e em encontrar espaços na defensiva pacense.
Nolito/Saviola - Tiveram nos pés as melhores oportunidades do Benfica na primeira parte, mas remataram fraco e foram decaindo em termos exibicionais até ao intervalo. Jorge Jesus não teve outra opção senão retirar os dois jogadores.
Cardozo/Bruno César - O avançado paraguaio esteve bem tapado pela defensiva pacense e raramente se mostrou, enquanto que o brasileiro não fez uma grande exibição (esteve melhor que Saviola e Nolito), mas no segundo tempo revelou-se decisivo para o Benfica, ao marcar um grande golo (que deu a vitória).
O Benfica saiu da Mata Real com 3 pontos, num resultado enganador para o que se passou durante os 90 minutos. Apesar da maior posse de bola e envolvimento atacante, foi o Paços de Ferreira a dispor das melhores ocasiões de golo, principalmente no início do segundo tempo, quando já estava 1-0 no marcador. A reacção encarnada, colheu frutos em cinco minutos, numa partida onde o Benfica revelou eficácia na hora do remate. Com este resultado, o FC Porto ficou com apenas um ponto de vantagem para Benfica e Sp. Braga, numa luta acesa pelo título.O jogo começou com o Benfica a tentar chegar à baliza de Cássio, o que conseguiu por três ocasiões (Nolito e Saviola remataram para defesa do brasileiro, enquanto que Cardozo chegou atrasado a um cruzamento de Bruno César), contudo, seria o Paços de Ferreira a chegar ao golo. Os pacenses já tinha ameaçado no contra-ataque, e numa boa jogada entre Melgarejo e Luisinho, chegou ao golo, através de Michel (completamente sozinho na área, depois de uma defesa de Artur). O Benfica não conseguiu responder ao Paços e, antes do intervalo, Melgarejo obrigou Artur a grande defesa.
No segundo tempo, Jorge Jesus colocou em campo Gaitán e Nélson Oliveira, mas quando se esperava uma reacção do Benfica, foi o Paços de Ferreira a entrar com tudo. Alguns cantos a favor dos pacenses e bastantes oportunidades de golo para dilatar o marcador. Melgarejo rematou contra o poste, Ricardo cabeceou com perigo por 3 ocasiões na área encarnada e, num contra-ataque rapidíssimo, Melgarejo serviu Alvarez, o salvadorenho rematou para defesa de Artur e Michel (num lance semelhante ao seu golo), falhou com a baliza aberta. O jogo estava mais perto do 2-0, contudo, aos 64 minutos, Nelson Oliveira arrancou pelo lado direito, cruzou e Gaitán rematou para o seu 2º golo no campeonato (após simulação de Cardozo). Logo de seguida, Maxi foi derrubado à entrada da área e Bruno César rematou colocado e sem hipóteses para Cássio. O Benfica tentou gerir a posse de bola até final, onde não houve grandes motivos de interesse para além das expulsões de Michel e Ricardo.
Destaques:
Benfica - Os encarnados fizeram um futebol lento, bastante previsível e que pouco incomodou a defensiva do Paços. Aliás, foi mesmo a defesa do Benfica quem mais tremeu, valendo a inspiração de Artur na baliza encarnada. Jorge Jesus tentou mudar tudo ao intervalo e o esforço foi recompensado com dois golos e extrema eficácia na hora do remate. O Benfica continua na luta pelo título, mas hoje poderia ter dito adeus, pois o Paços esteve mais perto da vitória.
Paços de Ferreira - Henrique Calisto transformou completamente o futebol dos "castores" e foi visível os progressos durante os 90 minutos. Com duas setas nos flancos, um lateral bastante ofensivo, um meio campo batalhador e um ponta-de-lança poderoso fisicamente, o Paços de Ferreira poderia ter saído da Mata Real com os três pontos. A manutenção ainda está longe de garantida, mas a jogar assim, dificilmente o Paços desce de divisão. Destaques para as excelentes exibições de Melgarejo (melhor em campo), Luisinho (está a transformar-se num excelente defesa-esquerdo), Ricardo (apesar do vermelho, esteve praticamente intransponível na defesa e ainda esteve perto do golo no ataque), Michel (apesar de ter falhado o 2-0, deu bastante trabalho à defesa encarnada) e André Leão.
Nélson Oliveira/Gaitán - O momento da partida terá sido o 1º golo dos encarnados, construído pelo jovem português e finalizado por Gaitán. Durante os primeiros minutos do segundo tempo não conseguiram ganhar espaço, contudo, com o golo do argentino, os dois jogadores lançados por Jorge Jesus foram crescendo e destacaram-se entre os demais jogadores de campo do Benfica. O avançado português parece mesmo ter ganho o lugar a Rodrigo (o espanhol só entrou no final da partida) e poderá mesmo subir na hierarquia encarnada na frente de ataque (Saviola, apesar de titular, não deve entrar nas contas).
Artur - Depois de uma partida menos boa frente ao FC Porto, o guarda-redes brasileiro apareceu em grande forma na Mata Real e foi mesmo o melhor elemento do Benfica. Negou o golo a Melgarejo na 1ª parte, defendeu o remate de Manuel José (apesar de Michel ter marcado logo a seguir) e foi importante no início da segunda parte, quando parou o contra-ataque mortífero do Paços (defendeu o remate de Alvarez e depois Michel rematou por cima).
Luisão/Maxi Pereira - Dois elementos que não costumam falhar, mas que hoje foram facilmente batidos pelos atacantes do Paços. Apesar de Jardel e Capdevila não terem feitos exibições positivas, o lateral uruguaio foi completamente ultrapassado por Melgarejo em inúmeras ocasiões e o central brasileiro não marcou a sua presença habitual na área e defensiva encarnada.
Javi Garcia/Witsel - Poucas ideias no meio campo encarnado, muita lentidão e graves falhas na marcação defensiva. Depois da excelente exibição frente ao Zenit, o médio belga esteve bastante mal na circulação de bola e em encontrar espaços na defensiva pacense.
Nolito/Saviola - Tiveram nos pés as melhores oportunidades do Benfica na primeira parte, mas remataram fraco e foram decaindo em termos exibicionais até ao intervalo. Jorge Jesus não teve outra opção senão retirar os dois jogadores.
Cardozo/Bruno César - O avançado paraguaio esteve bem tapado pela defensiva pacense e raramente se mostrou, enquanto que o brasileiro não fez uma grande exibição (esteve melhor que Saviola e Nolito), mas no segundo tempo revelou-se decisivo para o Benfica, ao marcar um grande golo (que deu a vitória).