Showing posts with label Euro 2012. Show all posts
Showing posts with label Euro 2012. Show all posts

Thursday, June 14, 2012

Thunder na final da NBA (os campeões do Oeste derrotaram os Spurs depois de uma remontada espectacular); Benfica quer incluir Salvador Agra nas negociações com o Bétis

NBA - Pela 1ª vez, desde que o franchise se mudou para Oklahoma City, os Thunder conseguiram vencer a Conferência Oeste e carimbar o acesso para a final. Um triunfo incrível diante dos Spurs por 107-99 (estiveram a perder por 18 pontos) permitiu a Durant (34 pontos e uma segunda parte espectacular) e companhia entrar para a história (Westbrook foi decisivo na recuperação, Harden terminou bem o jogo e até Fisher voltou a deixar a sua marca). Do lado do conjunto de San Antonio (venceram 20 jogos seguidos mas perderam os últimos 4), Parker e Duncan deram tudo (Ginobili não esteve inspirado), Jackson esteve igualmente bem, mas isso não foi suficiente para superar OKC. Quem se vai juntar aos Thunder na final: Celtics ou Heat? Os OKC foram a equipa mais forte no Oeste este ano?

Benfica - O Bétis está interessado em Jara e Nolito, e os encarnados já fizeram saber aos responsáveis pelo clube espanhol que pretendem incluir Salvador Agra no negócio. Uma opção de compra é a hipótese mais falada, mas o extremo que custou 300 mil euros ao Bétis poderá mesmo rumar à Luz caso Nolito (o espanhol já manifestou o seu desejo em ir para a Andaluzia) seja transferido. Qual o valor de mercado de Nolito (os espanhóis acreditam que conseguem contratar o extremo por 4 milhões)? E no que diz respeito a Salvador Agra, como é que se explica que os clubes portugueses tenham perdido a hipótese de o contratar (conheça melhor as suas características aqui)?

Mercado - Claudio Yacob (Racing) pode assinar a custo zero pelo West Ham; AC Milan quer Thiago Alcantara no negócio Thiago Silva com o Barcelona; Inter que Thomas Muller (Bayern).

Breves - Faleceu Manolo Preciado, treinador que orientou o Sporting Gijón nas últimas épocas e ia ser apresentado como técnico do Villarreal; Segundo o jornal alemão "Bild", o selecionador da Alemanha, Joachim Low  não vai impedir os jogadores de fumar ou beber durante o Euro. Utilizar as redes sociais e  as visitas das respectivas esposas são as outras liberdades concedidas por Low. Concorda com esta política?; Consulte na página do Facebook do Visão de Mercado (ver aqui) o estilo "à patrão" de Balotelli.

Tuesday, June 12, 2012

Rep. Irlanda: Seleccionar italiano, futebol à italiana!

Dez anos depois da última participação internacional (Mundial 2002) e 24 anos depois da única presença num Europeu (1988), os irlandeses estão de volta às fases finais das grandes competições. A última fase de qualificação para o Campeonato do Mundo (2010), deixou marcas na selecção irlandesa, num playoff disputado frente à selecção francesa (a mão de Henry traiu os irlandeses), mas um grupo de qualificação com Rússia, Arménia, Eslováquia, Macedónia e Andorra abria boas perspectivas de apuramento. O 2º lugar permitiu disputar novo playoff, que foi ultrapassado sem problemas frente à Estónia.

Para o VM é a selecção mais fraca presente no Euro 2012 (alguns jogadores de qualidade média-baixa da Premier League, enquanto que os mais veteranos já passaram pela melhor fase das suas carreiras), contudo, conta com a experiência e matreirice de Giovanni Trapattoni, a que junta um elenco habituado a jogar sob pressão (Robbie Keane, Duff, O´Shea, Given, Dunne, entre outros). A equipa irá apresentar-se bastante contida em campo, jogando num bloco baixo e aproveitando o contra-ataque e as bolas paradas. Contando com o forte apoio do seu público, esta geração da Rep. Irlanda terá uma última oportunidade de se mostrar em provas internacionais. 

Lista de convocados: 
GR: Shay Given (Aston Villa), Keiren Westwood (Sunderland), David Forde (Millwall)
DEF: John O'Shea (Sunderland), Richard Dunne (Aston Villa), Sean St Ledger (Leicester City), Stephen Ward (Wolverhampton), Kevin Foley (Wolverhampton), Stephen Kelly (Fulham), Darren O'Dea (Celtic)
MED: Keith Andrews (WBA), Glenn Whelan (Stoke City), Darron Gibson (Everton), Damien Duff (Fulham), Aiden McGeady (Spartak Moscow), Stephen Hunt (Wolverhampton), Keith Fahey (Birmingham City), James McClean (Sunderland)
AVA: Robbie Keane (Los Angeles Galaxy), Kevin Doyle (Wolverhampton Wanderers), Simon Cox (WBA), Jonathan Walters (Stoke City), Shane Long (WBA)
11 provável (442): Given; St Ledger, O´Shea, Dunne e Ward; Andrews, Whelan, Duff e McGeady; Keane e Doyle VM - Um 11 bem constituído fisicamente (uma das grandes armas da equipa) e com grande experiência. Keane é o goleador da equipa, mas grande parte do sucesso da Rep. Irlanda no Euro estará na capacidade defensiva e na qualidade de McGeady. 
Estrelas: McGeady, Given e Robbie Keane
Objectivo: Ultrapassar a fase de grupos
Previsão do VM: Fica pela fase de grupos - Tendo como parceiros de grupo, a Espanha, Itália e Croácia, dificilmente os irlandeses vão somar os pontos necessários para ultrapassar a fase de grupos. Até onde irá a Rep. Irlanda? Poderá a experiência da Premier League e o poderio físico resultar em favor dos irlandeses? Qual será a principal figura dos irlandeses? Pior equipa presente no Euro?

Espanha: O "alvo a abater"

A selecção espanhol era tida por muitos como aquela que chegava às fases finais das grandes competições e depois falhava rotundamente. Contudo, tudo mudou em 2008, quando finalmente os espanhóis conquistaram o Europeu na Suíça e Áustria (a conquista de 1964 foi noutra era). Dois anos volvidos, a conquista do campeonato do Mundo elevou esta geração de craques espanhóis à melhor de sempre no seu país e a uma das melhores da história do futebol. Na Polónia e Ucrânia abre-se espaço para tentarem mais um feito. Contudo, a tarefa não vai ser fácil, pois como campeões da Europa e do Mundo, a Espanha será o alvo a abater pela concorrência. Del Bosque tem nos 23 convocados dois top-5 mundial (Iniesta e Xavi), grande qualidade em todos os sectores, restando saber como é que a Espanha vai sentir a ausência de um dos seus líderes (Puyol) e do seu melhor goleador em fases finais (Villa).

Lista de convocados:
GR: Casillas (Real Madrid), Valdés (Barcelona) e Reina (Liverpool)
DEF: Arbeloa (Real Madrid), Juanfran (At. Madrid), Sérgio Ramos (Real Madrid), Pique (Barcelona), Albiol (Real Madrid), Javi Martínez (At. Bilbau) e Jordi Alba (Valencia).
MED: Busquets (Barcelona), Xabi Alonso (Real Madrid), Xavi (Barcelona), Iniesta (Barcelona), Cazorla (Málaga), Mata (Chelsea), Silva (Man. City) e Fàbregas (Barcelona)
AVA: Navas (Sevilha), Pedro (Barcelona), Llorente (At. Bilbau), Torres (Chelsea) e Negredo (Sevilha)
11 provável (4231):  Casillas; Arbeloa, Ramos, Pique e Alba; Busquets, Xabi Alonso, Xavi, Iniesta e Silva; Torres. VM - O 11 espanhol não tem nada que enganar, pois existem poucas mexidas em relação às últimas competições. Face às ausências de Puyol e Villa (por lesão) e de Capdevilla, Del Bosque vai colocar Arbeloa, Alba e Silva. Um meio campo de classe mundial, com um Torres à procura dos melhores momentos (relembramos que "El Niño" ofereceu o título europeu à Espanha em 2008).
Estrelas: Xavi, Iniesta, Silva e Pique
Objectivo: Título
Previsão do VM: Final - Com um plantel de luxo e um grande entrosamento entre todos os elementos, espera-se que a Espanha chegue novamente à final do Europeu. Até onde irá a Espanha? Conseguirão os espanhóis conquistar novo título internacional, depois do Euro 2008 e Mundial 2010? Quem os poderá travar?

PS - Juanfran que só este ano foi adaptado a lateral direito no Atl. Madrid substitui o lesionado Iraola, já a presença de Navas e Pedro que fizeram uma época inferior a Muniain, e de Torres e Negredo em detrimento de Soldado e Adrián, considerando o que  protagonizaram esta temporada acaba por ser injusta (não está em causa a qualidade de Pedrito e de El Nino, aliás até acreditamos que podem ser importantes na competição). No restante, acaba por ser a convocatória esperada (a presença de Albiol que nos últimos 2 anos praticamente não jogou é apenas para contrariar a política do VM de só convocar titulares e para dar razão aos que argumentam contra ao nosso critério, do género "Se os campeões do Mundo convocam suplentes, porque razão as outras selecções não podem fazer o mesmo").

Rep. Checa: Segurança de Cech, talento de Rosicky e poder de finalização da dupla Baros-Necid, será suficiente para os checos repetirem o sucesso do passado?

Desde a independência em 1993, os checos nunca falharam uma presença num Campeonato da Europa. Com mais ou menos craques, a verdade é que a máquina checa tem sempre o Europeu como mira. Depois da fantástica estreia em 1996 (perderam a final no prolongamento), seguiu-se uma fraca prestação em 2000, nova mostra de qualidade em 2004 (futebol ofensivo bastante interessante) e outra fraca prestação em 2008. Seguindo a lógica, o ano de 2012 seria novamente glorioso para a Rep. Checa, contudo, dificilmente poderão repetir a passagem pelas meias finais do Europeu. Apesar de contar com nomes interessantes, como Cech (considerado o melhor guarda-redes do Ano para o VM), Rosicky (caso esteja nas melhores condições físicas), Necid, Baros, Hubschman e Kadlec, esta Rep. Checa está longe de apresentar a qualidade futebolística dos seus antecessores. No entanto, o grupo A promete grande equilíbrio e o estatuto de "outsider" irá retirar pressão aos checos (em 2008, a crítica até referia que os checos iam ficar à frente de Portugal no grupo, mas no fim, nem sequer ultrapassaram a fase de grupos). 

Lista de convocados:
GR: Petr Čech (Chelsea), Jaroslav Drobný (Hamburgo) e Jan Laštůvka (Dnipro Dnipropetrovsk)
DEF: Theodor Gebre Selassie (Slovan Liberec), Roman Hubník (Hertha Berlim), Michal Kadlec (Bayer Leverkusen), David Limberský (Viktoria Plzeň), Tomáš Sivok (Beşiktaş) e Marek Suchý (Spartak Moskva)
MED: Vladimír Darida (Viktoria Plzeň), Tomáš Hübschman (Shakhtar Donetsk), Petr Jiráček (Wolfsburg), Daniel Kolář (Viktoria Plzeň), Milan Petržela (Viktoria Plzeň), Václav Pilař (Wolfsburg), Jaroslav Plašil (Bordéus), František Rajtoral (Viktoria Plzeň) e Tomáš Rosický (Arsenal FC)
AVA: Milan Baroš (Galatasaray), David Lafata (Jablonec), Tomáš Necid (CSKA Moscovo), Tomáš Pekhart (Nürnberg) e Jan Rezek (Anorthosis).
11 provável (442): Cech; Gebre Selassie, Hubnik, Sivok e M. Kadlec; Hubschman, Rosicky, Pilar e Plasil; Baros e Necid VM - Baros e Necid formam uma dupla de respeito na frente de ataque, Cech é um dos melhores guarda-redes do Mundo , mas o sucesso da Rep. Checa passa muito pelo momento de forma de Rosicky. Se o médio do Arsenal estiver a 100% (o que tem sido raro nos últimos tempos) as hipóteses dos checos aumentam consideravelmente.
Grupo A: Grécia, Polónia e Rússia
Estrelas:  Čech, Rosický e Baros
Objectivo: Ultrapassar a fase de grupos
Previsão do VM: Fica pela fase de grupos - Apesar de contar com Cech, Rosicky e Baros, pensamos que não chegará para ultrapassar o grupo A. Até onde irá a Rep. Checa? Conseguirão repetir os feitos de 1996 e 2004?

Monday, June 11, 2012

Polónia: Ambição, união e grupo acessível podem resultar numa participação positiva no torneio que acolhem

Já lá vão os tempos de ouro da Polónia (recordamos que em 1974 e em 1982 ficaram no terceiro lugar do Mundial), em que tinha executantes de classe mundial. Actualmente, apesar de um conjunto com bons jogadores (nomeadamente o trio do Dortmund), falta claramente uma figura que se destaque e assuma as rédeas da equipa. Ainda assim, a selecção orientada por Franciszek Smuda pode sonhar com uma boa participação.

A actuar em casa e inserida num grupo teoricamente acessível, a Polónia não quererá desperdiçar a oportunidade de chegar a uma fase adiantada do "seu" torneio. Na verdade o grupo é bastante equilibrado (a Rússia leva um ligeiro favoritismo), com todas as selecções a partir em pé de igualdade. Depois da retirada de Smolarek (até há pouco tempo uma estrela no país), a equipa da casa deposita grandes esperanças no trio do Dortmund (claramente os jogadores de maior qualidade e em melhor forma), que vem com rotinas do clube (a ala direita terá Piszczek e Kuba), para fazer com que a nação não se desiluda.

Lista de convocados:
GR - Wojciech Szczesny (Arsenal), Tyton (PSV Eindhoven) e Grzegorz Sandomierski (Jagiellonia Bialystok)
DEF - Lukasz Piszczek (Borussia Dortmund), Marcin Wasilewski (Anderlecht), Jakub Wawrzyniak (Legia Varsóvia), Marcin Kaminski (Lech Poznan), Grzegorz Wojtkowiak (Lech Poznan), Sebastian Boenisch (Werder Bremen) e Damien Perquis (Sochaux)
MED - Eugen Polanski (Mainz), Dariusz Dudka (Auxerre), Adam Matuszczyk (Fortuna Duesseldorf), Adrian Mierzejewski (Trabzonspor), Jakub Blaszczykowski (Borussia Dortmund), Ludovic Obraniak (Bordéus), Maciej Rybus (Terek Grozny), Kamil Grosicki (Sivasspor), Rafal Murawski (Lech Poznan) e Rafal Wolski (Legia Varsóvia)
AVA - Robert Lewandowski (Borussia Dortmund), Artur Sobiech (Hanover) e Pawel Brozek (Celtic).
11 provável (4231): Sczesny, Piszczek, Perquis, Wasilewski e Wawrzyniak; Polanski, Dudka, Obraniak, Kuba e Rybus; Lewandowski VM - Um 11 com um guarda-redes muito seguro, que aposta essencialmente na consistência defensiva (actuará uma dupla de pivots à frente da defesa). As subidas do lateral Piszczek (forma a ala direita com Kuba, seu companheiro no Dortmund) poderão ser de bastante importância na dinâmica da equipa (do lado contrário, Rybus, extremo bastante vertical, poderá ser uma das revelações da competição). A construção do jogo ofensivo da equipa ficará a cargo de Obraniak, médio de qualidade e que surge bem em zonas de finalização. Na frente, Lewandowski terá a missão de ser o homem golo e dar continuidade à boa época que realizou.
Estrelas: Sczesny, Piszczek, Kuba, Lewandowski
Objectivo: Ultrapassar a fase de grupos
Previsão do VM: Quartos de final - A actuar em casa e num grupo acessível, os polacos têm fortes possibilidades de seguir em frente. No entanto, não terão capacidade para eliminar Alemanha, Portugal ou Holanda. Até onde irá um dos anfitriões? O facto de estar num grupo acessível, beneficiando do factor casa, poderá resultar numa qualificação para a fase a eliminar? Qual será o 11 polaco?

Sunday, June 10, 2012

Ucrânia: Co-anfitriões querem surpreender favoritos

Um dos países organizadores faz a estreia em Europeus de Futebol. Depois da excelente prestação do Mundial 2006, os ucranianos terão nova oportunidade para mostrar a qualidade do seu futebol. Oleh Blokhin convocou 21 jogadores oriundos da liga ucraniana, com as excepções a serem os veteranos Tymoshchuk e Voronin. Para além disso, grande parte da base da selecção provém do Dinamo de Kiev (9) e Shakhtar Donetsk (6). Se isso poderá ser considerado uma mais valia, logo se verá no Europeu, contudo, o Dinamo não tem conseguido grandes resultados na Europa, enquanto que a maioria dos elementos do Shakhtar são suplentes. Dos 23 jogadores destaca-se um misto de veterania com juventude, no entanto, apenas 7 jogadores já representaram a selecção por mais de 30 vezes. Como país anfitrião, a Ucrânia terá uma palavra a dizer no grupo D, ainda que jogue frente a selecções mais rodadas na alta competição. 

Lista de Convocados:
GR: Andrei Pyatov (Shakhtar Donetsk), Alexander Goryainov (Metalist) e Maxim Koval (Din. Kiev) 
DEF: Taras Mykhalik (Din. Kiev), Yevgeny Khacheridi (Din. Kiev), Yaroslav Rakytsky (Shakhtar Donetsk), Alexander Kucher (Shakhtar Donetsk), Vyacheslav Shevchuk (Shakhtar Donetsk), Yevgeny Selin (Vorskla Poltava) e Bogdan Butko (Mariupol)
MED: Anatoly Tymoshchuk (Bayern Munique), Oleg Gusev (Din. Kiev), Denis Garmash (Din. Kiev), Alexander Aliev (Din. Kiev), Andrei Yarmolenko (Din. Kiev), Ruslan Rotan (Dnipropetrovsk), Yevgeny Konoplyanka (Dnipropetrovsk) e Sergei Nazarenko (Tavria Simferopol)
AV: Andrei Shevchenko (Din. Kiev), Artem Milevsky (Din. Kiev), Andrei Voronin (Din. Moscovo), Yevgeny Seleznov (Shakhtar Donetsk) e Marko Devic (Shakhtar Donetsk). 
11 provável (4132): Pyatov; Butko, Rakytsky, Khacheridi e Selin; Tymoshchuk, Yarmolenko, Aliev e Konoplyanka; Milevsky e Shevchenko. VM - A grande dúvida de Blokhin será a decisão sobre o guarda-redes da selecção para o Euro. Pyatov fez apenas 10 jogos no campeonato, enquanto que Goryainov e Koval juntos, não têm mais de 3 jogos pela selecção. Tymoshchuk será o pivot defensivo, podendo Rotan jogar ao seu lado, caso a Ucrânia aposte apenas num avançado. Caso jogue com 2 avançados, Shevchenko e Milevsky deverão ser as apostas.  
Grupo D: Ucrânia, França, Inglaterra e Suécia
Estrelas: Shevchenko
Objectivo: Ultrapassar a fase de grupos
Previsão do VM: Fica pela fase de grupos - O país co-organizador poderá surpreender, mas pensamos que França, Inglaterra e Suécia têm mais argumentos que os ucranianos. Até onde irá a Ucrânia? Conseguirão surpreender os favoritos?

Suécia: Missão complicada, mas com Ibrahimović tudo é possível!

Desde o ano 2000, a selecção da Suécia apenas falhou uma presença num grande certame internacional (Mundial 2010), pelo que a experiência dos seus elementos é elevada. Contando com um dos melhores jogadores do Mundo (Ibrahimovic), a Suécia será sempre candidata a um lugar nos quartos-de-final de um Europeu, contudo, apenas em 2004 é que os nórdicos lograram ultrapassar a fase de grupos (em 1992 chegaram às meias finais, numa das melhores gerações da sua história).

Para além do poderio físico e da experiência internacional (9 jogadores com mais de 30 anos e 7 jogadores com mais de 63 internacionalizações), o ataque é a principal arma dos escandinavos. Ibrahimovic, Toivonen e Elmander (caso recupere bem da sua lesão) formam um ataque temível, enquanto que o meio campo apresenta elementos de boa qualidade como Elm ou Wernbloom. Incluídos no grupo D, a Suécia terá pela frente os favoritos Inglaterra e França, a que se junta a Ucrânia (co-organizador). Um grupo forte, mas quem tem um dos melhores jogadores do Mundo poderá sonhar com uma boa presença. 

Lista de convocados: 
GR: Andreas Isaksson (PSV Eindhoven), Johan Wiland (FC Copenhaga) e Par Hansson (Helsingborg)
DEF: Mikael Antonsson (Bolonha), Andreas Granqvist (Génova), Mikael Lustig (Celtic), Olof Mellberg (Olympiakos), Jonas Olsson (West Bromwich), Martin Olsson (Blackburn), Behrang Safari (Anderlecht)
MED: Emir Bajrami (Twente), Rasmus Elm (AZ Alkmaar), Samuel Holmen (Istambul BB), Kim Kallstrom (Lyon), Sebastian Larsson (Sunderland), Anders Svensson (Elfsborg), Pontus Wernbloom (CSKA Moscovo), Christian Wilhelmsson (Al-Hilal)
AVA: Zlatan Ibrahimovic (AC Milan), Johan Elmander (Galatasaray), Tobias Hysen (Gotemburgo), Ola Toivonen (PSV Eindhoven), Marcus Rosenberg (Werder Bremen)
11 provável (442): Isaksson; Lustig, Mellberg, Jonas Olsson e Safari; Källström, Wernbloom, Bajrami e Elm; Ibrahimovic e Toivonen VM - Um 11 bem constituído fisicamente (uma das grandes armas da equipa), com um guarda-redes de grande qualidade e muita experiência em todos os sectores. Um meio campo bastante trabalhador, super Ibrahimovic na frente de ataque e Toivonen, que poderá ser a ligação entre Ibra e o meio campo (se Elmander estiver em condições, os 3 jogadores poderão mesmo coexistir na frente). 
Estrelas: Ibrahimovic, Toivonen, Elmander e Elm
Objectivo: Ultrapassar a fase de grupos
Previsão do VM: Fica pela fase de grupos - Tendo como parceiros de grupo, a Inglaterra e a França, mais um dos países organizadores (Ucrânia), a tarefa dos suecos será complicada e só um super Ibrahimovic, mais um colectivo forte poderão contrariar as outras selecções. Até onde irá a Suécia? Poderá a experiência internacional e o poderio físico resultar em favor dos nórdicos? Qual será o 11 sueco?

Grécia: Tentar repetir o "milagre" de 2004 com um misto de experiência e juventude

Já passaram 8 anos desde que a Grécia "chocou" o futebol europeu com a conquista do Euro 2004. O futebol defensivo de Otto Rehhagel deu frutos, com a Grécia a viver os melhores momentos da sua história futebolística durante este período (ao Euro 2004, juntam-se as qualificações para o Euro 2008, Mundial 2010 e Euro 2012). Fernando Santos foi o escolhido para substituir o alemão e prometeu romper com o futebol defensivo da Grécia, contudo, durante a qualificação, ficou bem presente a marca de Rehhagel. A Grécia marcou 14 golos nos 10 jogos e apenas sofreu 5, não perdendo qualquer partida. Na Polónia/Ucrânia os gregos apresentam uma equipa com um misto de experiência e juventude. O núcleo duro ainda é composto por elementos já veteranos como Gekas, Karagounis ou Katsouranis, contudo, os helénicos já só apresentam 5 jogadores com mais de 31 anos nos eleitos, e a verdade é que vão aparecendo alguns jovens com grande talento e capacidade para romper com o tradicional festival defensivo (Ninis, Fetfatzidis, Fortounis, Kyriakos Papadopoulos e Papastathopoulos). Num grupo acessível, sem um verdadeiro "papão", as hipóteses da Grécia com o seu futebol defensivo e pragmático aumentam (no entando, também é quando os gregos defrontam equipas inferiores que fica mais evidente a falta de soluções em termos de contrução, posse e dinâmica ofensiva).

Lista de convocados:
GR: Alexandros Tzorvas (Palermo), Michalis Sifakis (Aris) e Kostas Chalkias (PAOK)
DEF: Kyriakos Papadopoulos (Schalke), Sokratis Papastathopoulos (W. Bremen), Vasilis Torosidis (Olympiakos), Avraam Papadopoulos (Olympiakos), Giorgos Tzavelas (Monaco), Stelios Malezas (PAOK) e Jose Holebas (Olympiakos)
MED: Grigoris Makos (AEK), Giannis Maniatis (Olympiakos), Kostas Katsouranis (Panathinaikos), Giorgos Karagounis (Panathinaikos), Sotiris Ninis (Panathinaikos), Giorgos Fotakis (PAOK), Kostas Fortounis (Kaiserslautern) e Giannis Fetfatzidis (Olympiakos)
AVA: Georgios Samaras (Celtic), Dimitris Salpigidis (PAOK), Theofanis Gekas (Samsunspor), Nikos Liberopoulos (AEK) e Kostas Mitroglou (Atromitos).
11 provável (433): Tzorvas; Torosidis, Papadopoulos, Papastathopoulos e Tzavelas; Katsouranis, Karagounis e Maniatis; Samaras, Salpigidis e Gekas. VM - Um 11 com alguns defesas promissores e uma linha média e ataque muito experiente. Katsouranis e Karagounis dominam no meio campo, enquanto que no ataque, Samaras e Salpigidis vão dar apoio ao goleador Gekas.
Estrelas:
Grupo A: Polónia, Rep. Checa e  Rússia 
Objectivo: Ultrapassar a fase de grupos
Previsão do VM: Fica na fase de grupos - Tal como em 2008 e 2010, não acreditamos que Fernando Santos faça milagres à frente desta pobre (também o era em 2004 e depois foi o que se viu) selecção grega. Até onde vai chegar a Grécia? Poderemos assistir a novo "choque" helénico? 

Jackson Martinez perto de reforçar o FC Porto por uma verba entre os 8 e 10 milhões de euros; Cristiano Ronaldo é o jogador mais valioso do Euro 2012; Federer e Djokovic nas meias-finais de RG

Euro 2012 - A empresa brasileira, Pluri Consultoria, elaborou uma lista com os jogadores mais valiosos presentes no Europeu de 2012, com o nome de Cristiano Ronaldo a subir ao topo. O internacional português é, de longe, o mais valioso da competição, estando avaliado em 90 milhões de euros. A fechar o pódio, estão Iniesta (67 milhões) e Rooney (65 milhões). Destaque para a presença de Nani no top-20, com um valor de 33 milhões de euros. Como se pode observar pela tabela, a Espanha é a selecção que coloca mais jogadores no top-20 (9), apresentando o maior valor do Euro (653 milhões de euros). Portugal está no 5º lugar, com o valor total de 332 milhões de euros (Ronaldo, Nani e Pepe valem 45% do total português), enquanto que a Rep. Irlanda é a menos valiosa (72 milhões de euros). Valores justos? Poderá Portugal fazer valer o seu 5º posto em termos de valor de mercado e chegar longe na prova? VM - Destaque para as ausências de Robben e Ozil (2 dos 10 melhores do Mundo). Que outros elementos deviam estar nesta lista (e no lugar de quem)?

Jackson Martinez - Segundo a imprensa mexicana o avançado colombiano deverá reforçar o FC Porto nos próximos dias. O interesse dos azuis e brancos não é propriamente novo, muito menos uma novidade, mas agora o negócio parece estar mais perto de uma conclusão. Pela transferência os portistas devem pagar ao Jaguares uma verba entre os 8 e 10 milhões de euros. VM - Era evidente que o FC Porto ia reforçar o ataque (Janko não é solução e Kléber precisa de uma alternativa que o "espevite" e nesse sentido (ainda para mais com o mercado nesta situação: poucas opções de qualidade disponíveis) o internacional pela Colombia é sem dúvida uma boa opção. Veremos como se adapta ao futebol europeu (é sempre uma incógnita), mas estamos perante um finalizador por excelência. Um jogador de área com o "killer instinct" que distingue os goleadores dos avançados, que faz do jogo aéreo (usa bem o 1m87) uma das suas grandes armas, e que apesar de não ser possuidor de uma técnica impressionante, se movimenta bem e é relativamente rápido nos últimos 30 metros. Os valores (8/10 milhões) esses sim impressionam, mas a verdade é que na América do Sul são poucos os avançados que apresentam neste momento a garantia de que seriam titulares no FC Porto de caras (Damião é uma das excepções, mas até o brasileiro está demasiado valorizado para aquilo que joga), e na Europa os dianteiros com qualidade (sem ser na Liga holandesa) não possuem ordenados compatíveis com a realidade da Liga portuguesa. Boa opção? Depois de preenchida a lacuna de avançado centro, que outras posições deverá reforçar o FC Porto e com que jogadores? 

Mercado - Hugo Leal (ex-Vit. Setúbal) e Mano (já passou pelo Belenenses) reforçam o Estoril; Júnior Caiçara (Gil Vicente) assinou pelo Ludogorets, campeão da Bulgária; Douglas (Twente) mais perto do Newcastle (o clube inglês quer um central a possível de Coloccini, que é pretendido por Barcelona e City): Nápoles quer Zapata (o colombiano não vai ficar no Villarreal); Franco Jara (Benfica) pretendido pelo Bétis; Juventus dá 20 milhões mais Krasic e Elia por Luis Suarez (Liverpool). 

Roland Garros - No quadro masculino, o dia foi de grandes emoções, em duas partidas de grande nível. Roger Federer cedeu os dois primeiros sets para Del Potro, contudo, nos restantes três sets mostrou o nível que habituou o público e não deu hipóteses ao argentino. O suíço venceu pelos parciais de 3-6, 6-7, 6-2, 6-0 e 6-3. Com a presença nas meias finais, Federer igualou o recorde de Jimmy Connors, com 31ª presenças nesta fase de um Grand Slam. Djokovic também passou por grandes problemas perante Tsonga, conseguiu salvar 4 match-points e garantiu presença nas meias finais, após 4 horas de ténis intenso. O sérvio venceu pelos parciais de 6-1, 5-7, 5-7, 7-6 e 6-1. No quadro feminino, Samantha Stosur derrotou Cibulkova por 6-4 e 6-1, tendo marcado encontro com a italiana Sara Errani (6-3 e 7-6 sobre Kerber). Federer ou Djokovic: quem estará na final?

Saturday, June 9, 2012

Rússia: A ameaça que vem do frio

A Rússia volta a marcar presença num Europeu (de maneira algo surpreendente esteve ausente do último Mundial sul-africano). Depois da espectacular campanha em 2008 (meias-finais e um futebol excelente), os russos espreitam nova afirmação internacional, contando com o contributo de muitos dos jogadores que marcaram presença na Suíça e Áustria. A escola russa, com todas as suas virtudes e defeitos, está em força nos 23 convocados (apenas Izmailov e Pogrebnyak jogam fora do país), o que a juntar a um seleccionador holandês promete espectáculo nas vizinhas Polónia e Ucrânia. A Rússia volta a contar com jogadores de elevada qualidade técnica, táctica, a que juntam grande resistência. O facto do campeonato russo ter parado durante alguns meses no Inverno, também poderá contribuir para a boa forma dos seus elementos, bem como o facto da maioria dos jogadores estar no auge da sua carreira (28, 29 e 30 anos). Tal como em 2008 são uma selecção pouco ou nada falada, mas a verdade é que a equipa apresenta a mesma qualidade e se juntarmos a isso o grupo acessível, podemos estar perante uma espécie de "ameaça sombra". 

Lista de convocados:
GR: Akinfeev (CSKA), Malafeev (Zenit), Shunin (Dinamo);
DEF: Anyukov (Zenit), Berezutski (CSKA), Ignashevich (CSKA), Granat (Dinamo), Zhirkov (Anzhi Makhachkala), Sharonov (Rubin Kazan), Nababkin (CSKA) e Kombarov (Spartak);
MED: Denisov (Zenit), Shirokov (Zenit), Zyryanov (Zenit), Glushakov (Lokomotiv), Semshov (Dinamo), ; Arshavin (Zenit),  Dzagoev (CSKA) e Izmailov (Sporting);
AV: Kerzhakov (Zenit), Pavlyuchenko (Lokomotiv), Pogrebnyak (Fulham) e Kokorin (Dinamo).
11 provável (433): Akinfeev; Anyukov, Berezutski, Ignashevich e Zhirkov; Denisov, Shirokov e Zyryanov; Izmailov, Arshavin e Kerzhakov. VM - Aposta clara no meio campo do Zenit de São Petersburgo, com três jogadores que se conhecem como ninguém (especial destaque para Shirokov, um elemento com uma cultura táctica, finalização e poder de decisão notável), tal como a dupla de centrais e guarda-redes (CSKA). Um bloco bastante forte na defensiva e recuperação de bola, com dois tecnicistas (Arshavin, Izmailov ou Dzagoev) no apoio a Kerzhakov (Pavlyuchenko e Pogrebnyak também poderão ser opções de grande qualidade).
Estrelas: Arshavin, Zirkhov e Shirokov
Objectivo: Ultrapassar a fase de grupos
Previsão do VM: Quartos-de-final - Em princípio, a Rússia irá conseguir ultrapassar a fase de grupos. Qualidade técnica e táctica não falta à equipa de Advocaat. Zhirkov e Arshavin foram os desequilibradores em 2008, nos últimos tempos baixaram de forma, mas se voltarem e evidenciar a qualidade do passado, esta selecção pode ser um caso sério. Até onde irá a Rússia? Conseguirão os russos repetir o feito de 2008?

Jeferson a caminho do Sporting (avança a imprensa brasileira); Thunder empatam a final de Oeste (Ibaka fez um jogo perfeito, KD decidiu no 4º período); Miguel Oliveira faz 3º no GP da Catalunha; Azarenka (nº1 do Mundo) eliminada em Roland Garros

Sporting - O director de futebol do Botafogo confirmou ao LanceNet que Jeferson deve assinar pelo clube leonino nos próximos dias. VM -  Depois de PatinhoLehlogonolo Masalesa, Rafael Porcellis (sabe o Visão de Mercado que é igualmente cobiçado pelo Nacional e ainda não assinou pelos leões), Jeferson é mais um nome num processo normal (as equipas B forçam isso) que vai levar a que o emblema de Alvalade tenha 10/12 "caras novas" (até podem ser mais) na próxima época. O namoro dos leões pelo médio ofensivo de 20 anos era antigo e a confirmar-se a aquisição pode significar que os juniores leoninos que para o ano vão ser de 2º ano (como Chaby) ainda não devem ser integrados na equipa B pelo clube leonino. Admitimos o nosso desconhecimento em relação ao jogador (só fez 2 jogos como profissional, em competições menores, onde nem sequer foi titular), mas ao que o VM apurou era um elemento há muito referenciado pelo Scouting do Sporting, principalmente deste a Copa São Paulo de 2010 (prova que serve de montra para os jovens mais promissores a actuar no Brasil), onde foi campeão pelo São Paulo. O esquerdino era titular num meio campo que tinha Lucas (internacional AA pelo Brasil e pretendido por Mourinho) e Casemiro (o médio defensivo mais cotado do Brasileirão). Bom reforço? Quantos elementos deve o Sporting contratar para a equipa B? E com que perfil? Considerando as últimas noticias e a política que parece que vai ser seguida pelo clube leonino, qual poderá ser o elenco da equipa leonina na próxima época?

Roland Garros - Victoria Azarenka, número 1 do Ranking WTA, foi eliminada na 4ª ronda por Dominika Cibulkova (número 15), com os parciais de 2-6 e 6-7 (4). Não surpreende devido à qualidade da eslovaca na terra batida, e por outro lado a bielorrussa já tinha tido alguma sorte na 1ª ronda. No quadro masculino, o nº 1 também sofreu mas acabou por ter mais sorte. Djokovic perdeu os 2 primeiros sets frente a Seppi, mas inverteu a desvantagem e venceu em 5 sets, por 4/6, 6/7 (5-7), 6/3, 7/5 e 6/3.

Euro 2012 - A Inglaterra já venceu o prémio de selecção com mais azar da competição, ainda antes da mesma começar. Depois de Wilshere, Barry e Lampard (os 2 últimos já no estágio), também Cahill vai falhar a prova devido a lesão. O central do Chelsea foi substituído por Martin Kelly do Liverpool. Analise o conjunto inglês aqui.

Motociclismo Miguel Oliveira (Suter Honda) foi hoje o terceiro classificado na corrida de Moto3 do Grande Prémio da Catalunha, subindo pela primeira vez ao pódio de uma prova do Mundial de motociclismo. Apenas as quedas impediram que o piloto português tivesse conseguido este feito mais cedo; Na prova de MotoGP, o triunfo pertenceu a Jorge Lorenzo.

Mercado - Kuyt (Liverpool) reforça o Fenerbahçe; Flamengo quer reforçar a defesa, Lúcio (Inter) é a prioridade, Polga (ex-Sporting) a alternativa; Bétis quer Hugo Rodallega (está sem contrato).

NBA - Os Thunder derrotaram os Spurs, por 109-103, e empataram a final da Conferência Oeste (2-2). Kevin Durant, que marcou 18 pontos dos seus 36 pontos nos derradeiros seis minutos e meio foi decisivo, mas a exibição mais surpreende foi mesmo a de Ibaka. O PF/C fez a melhor partida (em termos ofensivos) da sua carreira e marcou 26 pontos (11 em 11 em lançamentos, não falhou nenhum, 100% de eficácia, algo histórico). Perkins esteve igualmente bem (principalmente na 1ª parte). Do lado dos San Antonio (Ginobili e Parker foram menos influentes) o rookie Kawhi Leonard (17 pontos e 9 ressaltos) foi o grande destaque. Quem vai estar na final: OKC ou Spurs?

França: Qualidade e classe de Ribery, Benzema e Nasri elevam gauleses ao estatuto de candidatos

Laurent Blanc pegou na herança de Domenech (seleccionador polémico e que não deixou saudades em França) e garantiu a qualificação para o Europeu 2012 na última partida frente à Bósnia. Depois de duas presenças humilhantes em fases finais (Euro 2008 e Mundial 2010 - 2 empates, 4 derrotas e 2-10 na diferença de golos), a "nova" França aposta forte para o Euro 2012. Com elementos como Ribery, Benzema, Nasri, M´Vila ou Cabaye (realizaram excelentes temporadas, vamos ver se isso não pesa nas pernas), apoiados por Giroud, Menez, Ben Arfa ou Valbuena, a selecção francesa tem toda a legitimidade em afirmar-se como candidata ao título. As ausências de Abidal, Diaby e Sagna poderão pesar na zona defensiva da selecção gaulesa, contudo, falta de experiência internacional não faltam aos seus substitutos.

Lista de Convocados:
GR: Cédric Carrasso (Bordéus), Hugo Lloris (Lyon) e Steve Mandanda (Marselha)
DEF: Gaël Clichy (Manchester City), Mathieu Debuchy (Lille), Patrice Evra (Manchester United), Laurent Koscielny (Arsenal), Philipe Mexès (Milan), Adil Rami (Valencia) e Anthony Reveillere (Lyon)
MED: Yohan Cabaye (Newcastle), Alou Diarra (Marselha), Yann M'Vila (Rennes), Florent Malouda (Chelsea), Marvin Martin (Sochaux), Blaise Matuidi (Paris SG) e Samir Nasri (Manchester City)
AVA: Hatem Ben Arfa (Newcastle), Karim Benzema (Real Madrid), Olivier Giroud (Montpellier), Jérémy Menez (Paris SG), Franck Ribéry (Bayern Munique) e Mathieu Valbuena (Marselha).
11 provável (4231): Lloris; Debuchy, Rami, Mexes e Evra; M´Vila, Cabaye, Ribery, Nasri e Malouda; Benzema. VM - O 11 de Laurent Blanc não vai ser muito diferente do que está acima referido, com a grande dúvida a ser a utilização de M´Vila no meio campo (saiu lesionado no último particular e a selecção gaulesa não apresenta um substituto com a qualidade do jovem do Rennes). Com a ausência de Sagna, Debuchy salta para o lado direito da defesa, enquanto que Cabaye terá lugar de destaque no meio campo gaulês (excelente temporada na Premier League). Ribery, Nasri e Benzema vão ter papel decisivo no destino francês neste Europeu.
Grupo D: França, Inglaterra, Ucrânia e Suécia
Estrelas: Ribery, Nasri e Benzema
Objectivo: Título
Previsão do VM: Meias finais - Depois de duas prestações vergonhosas (Euro 2008 e Mundial 2010), acreditamos que Laurent Blanc vai levar a França até perto da decisão do vencedor do Europeu 2012. Até onde poderá chegar a França? Candidatos ao título, ao nível de Espanha e Alemanha?

Desafio aos leitores: Quem vai ser o melhor marcador do Euro 2012?

Na teoria são muitos os candidatos ao prémio de melhor marcador do Euro 2012. Gomez é apontado como o principal favorito, mas avançados como Van Persie, Huntelaar, Lewandowski, Torres, Ronaldo, Bendtner, Benzema, Di Natale, são igualmente boas opções. Quem sabe (veremos se a competição não será algo fechada) se um médio ofensivo ou até mesmo um bom executante de bolas paradas não arrecada o prémio (Sneijder na África do Sul marcou 5 golos). A verdade é que sem Villa (venceu em 2008 e no Mundial 2010 marcou 5, o mesmo número que o surpreendente Thomas Müller, o alemão foi coroado o melhor marcador) o prognóstico é imprevisível, no entanto, parece claro que a juntar à qualidade uma caminhada até à final será igualmente um aspecto determinante nesta corrida.

Torres e Balotelli: Os "mal-amados" que têm tudo para "explodir no Euro 2012

As selecções espanhola e italiana, vão começar o Euro 2012, com estados anímicos distintos. Os espanhóis, campeões do Mundo e da Europa são os principais favoritos à conquista de novo do troféu (apenas a Alemanha apresenta um plantel em quantidade e qualidade semelhante). É certo que se apresentam sem Puyol e David Villa, dois elementos importantes, acima de tudo pela experiência, mas a abundância de soluções,  também elas de qualidade, abrem boas perspectivas. Os italianos, chegam a este europeu com um elenco que pode ser classificado como o seu pior dos últimos 22 anos, ensombrados com o "rebentamento" de mais um escândalo que abala o seu campeonato interno, ao qual acrescentam uma fraca exibição no último jogo frente à Rússia (é certo que os amigáveis pré-competição não dão pontos, mas é notório, inclusive pelas recentes declarações do próprio seleccionador, Cesare Prandelli, que a "Squadra Azzurra" já viveu melhores dias). São hoje em dia uma equipa claramente sem uma estrela de nível mundial, como o foram Baggio, Del Piero, entre outros (Buffon e Pirlo são ainda jogadores fantásticos, mas sem o impacto mediático apresentado noutras épocas).

Em suma, dois "problemas". Para uns, a ausência do maior goleador da sua história, Villa, para outros além do conjunto não tão forte como antigamente, a ausência de uma estrela, de um verdadeiro craque, alguém que seja idolatrado por todo o planeta. Para o VM, ambas as selecções possuem no seu elenco, dois elementos, que apesar de "mal-amados", têm tudo para explodir no Euro 2012, e consequentemente serem a "solução". São eles, Fernando Torres e Mario Balotelli. "El Niño", apesar de bastante criticado durante toda a temporada no Chelsea (foram frequentes as ironias, por vezes excessivas dos adeptos, inclusivamente do próprio clube londrino, sobre a relação preço/número de golos do avançado), é claramente um jogador, que ao seu melhor nível se encontra no segundo patamar futebolístico mundial, logo atrás de Cristiano Ronaldo e Messi.  Numa equipa com municiadores como Xavi, Iniesta, Silva e Mata, tem tudo para facturar (é a aposta do VM para melhor marcador da competição). Já Balotelli, é claramente mais notícia pelo que faz fora das quatro linhas, do que dentro delas. Extremamente polémico, com atitudes por vezes verdadeiramente infantis, mas com uma qualidade futebolística...inegável. No dia em que "Super Mário" moderar o seu comportamento e abdicar um pouco da sua personalidade de "bad boy", a sua carreira poderá definitivamente tomar o rumo adequado. Porém, enquanto vive uma carreira irregular, pode num lance de génio (que o é), decidir qualquer encontro. Com técnica, poderio físico, velocidade e bom jogo de cabeça, será já neste momento a maior estrela da selecção italiana (apesar de quase sempre pelas piores razões). Haverá melhor altura para Balotelli se afirmar definitivamente que a fase final de um europeu (na teoria parece claro que é o melhor elemento desta Squadra Azzurra)? Na opinião do leitor, que papel poderão ter estes dois avançados no desempenho das suas selecções? Caso tome as opções mais correctas, até onde pode chegar Balotelli? Acredita que na fase final do Euro 2012, "El Niño" poderá atingir o nível exibido em 2008 (marcou o golo da vitória na final contra a Alemanha)?

A. Carvalho

Campeonato da Europa 2012

Já está quase tudo a postos para o começo do Europeu 2012, na Polónia e Ucrânia, a 14ª edição da maior prova de selecções da Europa. O pontapé de saída da competição está marcado para as 17 horas no Estádio Nacional em Varsóvia. Frente a frente, as selecções da Polónia e da Grécia, comandada pelo português Fernando Santos. A UEFA confiou nas capacidades polacas e ucranianas, numa chegada ao Leste Europeu de uma grande competição de futebol (a Jugoslávia organizou o Euro 1976, mas nessa altura eram apenas 4 equipas na fase final). Esperemos que a organização não desiluda, tendo em conta as notícias que chegaram a poucos dias do início da competição (exterminação de animais, ameaças de hooliganismo, etc). São 8 as cidades que vão receber os jogos da competição (Varsóvia, Poznan, Wroclaw, Gdansk, Lviv, Kiev, Donetsk e Kharkiv), com os estádios dos mais modernos que existem na Europa. Apenas 3 equipas preferiram estabelecer a sua base na Ucrânia (Ucrânia, França e Suécia), enquanto que as restantes 13 vão ficar instaladas no lado polaco. 

A Espanha vai defender o troféu conquistado em 2008, praticamente com a mesma base da selecção que conquistou o Mundial em 2010, pelo que são os grandes favoritos a repetir a proeza em 2012. A Alemanha surge numa segunda posição de favoritismo e, juntamente com a Espanha, apresenta o melhor plantel da competição. Holanda, Itália, França, Inglaterra e Portugal são os crónicos candidatos a vencer a competição também, mas partem atrás dos rivais alemães e espanhóis. Como surpresas, não será de menosprezar a capacidade da Polónia (como anfitrião, vai jogar como nunca), da Rússia (são capazes do melhor e do pior) e da Croácia (podiam ter chegado longe em 2008 e têm qualidade para surpreender a Itália). Quem vai vencer o Euro 2012? Quem vai ser o melhor jogador da competição? E melhor marcador? Que jovens vão brilhar em 2012?

PS - Ainda se podem inscrever no fantasy Visão de Mercado/UEFA Euro 2012.

Rep. Checa sem argumentos para locomotiva russa

Rússia 4-1 Rep. Checa (Dzagoev 15´e 79´, Shirokov 24´e Pavlyuchenko 82´; Pilar 52´)

Resultado gordo para a Rússia, logo a abrir o Euro 2012. A Rep. Checa bem tentou contrariar a maior qualidade dos russos, contudo, foi impotente  para travar as intenções da armada do Zenit e do CSKA. Dzagoev teve estreia de sonho numa fase final, enquanto que Arshavin, Shirokov e Zyryanov mostraram classe.


A partida até começou com uma Rep. Checa mais sobre o meio campo russo, empurrada pelo apoio dos seus adeptos (Wroclaw fica perto da fronteira com a Rep. Checa), contudo, a Rússia esfriou o entusiasmo checo com dois golos em poucos minutos. Primeiro foi Dzagoev a aproveitar uma bola rechaçada pelo poste, após cabeceamento de Kerzhakov (cruzamento de Zyryanov) e depois foi Shirokov a finalizar com classe uma assistência de Arshavin. A "locomotiva" russa estava em funcionamento e não fosse a fraca finalização de Kerzhakov e o resultado tinha ido para o intervalo com outros números.

No segundo tempo seguiu-se a reacção checa, com um golo logo a abrir de Pilar. Plasil viu a desmarcação do seu colega e serviu-o com um excelente passe. Pilar só teve de fintar Malafeev e rematar para a baliza deserta. O jogo ganhava emoção, até porque a Rússia não conseguia aproveitar as oportunidades de golo que criava. Kerzhakov mostrou a qualidade habitual no momento da desmarcação, contudo, a nível de remate esteve bastante desastrado. Do outro lado, Rosicky teve a melhor ocasião para empatar, num remate potente de fora da área, que foi defendido com dificuldade por Malafeev. O melhor do jogo ficou para o final, já depois da entrada de Pavlyuchenko em jogo. O avançado do Lokomotiv fez a assistência para nova "bomba" de Dzagoev e depois finalizou com qualidade o 4º golo da Rússia (driblou um adversário com várias simulações e rematou com potência para a baliza de Petr Cech).

Destaques:


Rep. Checa - A equipa checa mostrou alguns pormenores de qualidade, mas muito pouca consistência para um Europeu de Futebol. O meio campo foi incapaz de travar a armada russa, enquanto que o ataque pouco ou nada incomodou Malafeev. Sem grandes argumentos no banco de suplentes, Bilek apostou na classe de Rosicky, Pilar, Baros e Plasil, mas apenas teve êxito em poucos momentos. Para passar aos quartos-de-final, os checos têm de fazer muito melhor.

Rússia - Tal como o previsto, a selecção russa mostrou toda a sua qualidade logo a abrir. Com um meio campo com uma grande mobilidade e três jogadores irreverentes na ofensiva, apenas a fraca finalização fez com que os russos marcassem só 4 golos. A armada do Zenit e do CSKA, juntamente com Zhirkov fez grandes estragos na defensiva checa, quase sempre em ataques rápidos ou quando os médios e laterais russos subiam no terreno. Um tipo de futebol bastante agradável de assistir e difícil de parar pelos adversários.


Dzagoev/Arshavin - Duas grandes exibições por parte de dois grandes tecnicistas. Dzagoev marcou por duas vezes (em 3 remates) e mostrou grande qualidade com a bola nos pés, enquanto que Arshavin trouxe velocidade e capacidade de desequilíbrio ao ataque russo.

Zyryanov/Shirokov - Dois jogadores bem conhecidos dos portugueses. Trabalham como ninguém naquele meio campo russo e ainda têm capacidade para subir no terreno e aparecer em zonas de finalização. Zyryanov esteve em destaque na jogada do 1º golo, enquanto que Shirokov finalizou com classe o 2-0.

Kerzhakov/Pavlyuchenko - O avançado do Zenit teve nota 10 nas movimentações entre os defesas checos, contudo, teve nota 0 na finalização. Já o jogador que o substituiu, entrou a tempo de fazer a assistência para o 3-1 e marcar o 4-1.

Pilar - O melhor elemento checo, pelos desequilíbrios que provocou na defensiva russa e pelo golo que marcou.

Baros/Cech/Rosicky - Os elementos mais importantes da selecção checa estiveram em noite não. Petr Cech podia ter feito mais, sobretudo no 2º golo (foi lento a reagir); Baros esteve ausente; e Rosicky não pegou no jogo da Rep. Checa (Plasil e Jiracek bem tentaram, mas não foi o suficiente). 

Portugal estreia-se no Euro com derrota frente à Alemanha; Boa estratégia, várias oportunidades desperdiçadas (a finalização continua a ser o nosso calcanhar de Aquiles), merecíamos mais, mas está tudo em aberto!

Alemanha 1-0 Portugal (Mario Gómez 72´)

Portugal entrou a perder no Euro 2012, depois de uma partida intensa frente à Alemanha. Um golo solitário de Mario Gómez fez a diferença, numa exibição positiva da selecção nacional (faltou sorte e eficácia). A estratégia aplicada por Paulo Bento foi a mais correcta (contenção e saída  rápida para o ataque), as oportunidades de golo apareceram, mas faltou maior eficácia na hora do remate. Resta agora a Portugal tentar ganhar os 2 jogos seguintes para conquistar a passagem aos quartos-de-final. 

Portugal deu o domínio de jogo à Alemanha, que esteve mais sobre o meio campo nacional. Contudo, raramente criaram perigo para a baliza de Rui Patrício. Gómez, Podolski, Muller e Ozil fizeram os únicos a tentar visar o guarda-redes português, mas sem sucesso. A selecção nacional tentou responder em transições rápidas, mas a qualidade de passe não foi a melhor. Em cima do intervalo, Pepe remata à trave (a bola ainda bateu na linha de golo), na melhor ocasião de golo até então.

O segundo tempo começou com uma jogada de perigo da Alemanha, onde Raul Meireles cortou o lance para canto. A resposta de Portugal foi a melhor. A selecção nacional estendeu-se no terreno e começou a visar a baliza de Neuer. O jogo estava equilibrado e Portugal dava mostras de poder chegar ao golo, contudo, foi Mario Gómez a marcar. Cruzamento de Khedira, desvio de Moutinho e a bola a chegar à cabeça do avançado do Bayern Munique. Com o golo, a selecção nacional partiu para cima da baliza de Neuer, mas voltou a falhar no capítulo da finalização. Nani cruzou para a trave da baliza alemã, Ronaldo (defesa de Neuer) e Coentrão (contra um defesa contrário) tiveram boas oportunidades de marcar golo e, finalmente, Varela teve no seu pé direito a oportunidade de ouro para Portugal no segundo tempo (rematou à figura de Neuer). Em suma, um resultado algo injusto para Portugal, mas que deixa tudo em aberto para a qualificação para a segunda fase.

Destaques:

Portugal - Apesar da derrota, foi uma boa estreia da selecção. A utilização do bloco baixo foi a estratégia mais correcta (há que reconhecer as nossas limitações), mas o último passe falhou quase sempre nas transições. A única falha defensiva grave foi no lance do golo, o que acabou por ser fatal. Em termos ofensivos, foram de Portugal as melhores oportunidades, faltando apenas eficácia. Nada está perdido (a derrota da Holanda coloca tudo na mesma em termos teóricos): teríamos sempre de derrotar a Dinamarca e discutir a passagem na última jornada.

Alemanha - Não foi uma exibição fantástica da Mannschaft. Mas como é sabido, "no futebol são 11 contra 11 e, no final, ganha a Alemanha". A eficácia de Mario Gómez fez a diferença, na única oportunidade clara de golo da turma de Löw. Alguns problemas a nível defensivo com a velocidade dos alas portugueses, bem como com as subidas de Coentrão.

Pepe - Exibição excelente do "português" (não é de nascença, mas parece). Ganhou praticamente todos os lances, pelo ar ou em duelos individuais, perdendo apenas num lance em que Gómez se colocou entre o central e o lateral e cabeceou para o golo.

Coentrão - Uma exibição guerreira do lateral do Real Madrid. Foi um dos principais dinamizadores do ataque de Portugal, com várias iniciativas de qualidade.

Hummels - Mas que central! Dominador, de cabeça levantada e com muita classe, limpou praticamente tudo.

Khedira/Özil - Bom jogo dos jogadores do Real Madrid. O médio defensivo encheu o campo, levou a equipa para a frente e ainda fez a assistência para golo. Quanto ao elemento mais ofensivo, ao seu estilo, definiu sempre com qualidade.

Meio campo Portugal - Os médios portugueses cumpriram "metade" do seu papel, isto é, em termos de recuperação e preenchimento de espaços estiveram em bom nível, mas faltou dar sequência às jogadas e definir com mais qualidade.

Nani/Ronaldo - Apareceram a espaços, visto que a bola não lhes chegou nas melhores condições. Quando se depararam com situações de 1x1 Portugal criou perigo.

Dinamarca anula pontos fortes da Holanda e protagoniza primeira grande surpresa do Euro 2012

Holanda 0-1 Dinamarca (Krohn-Dehli 24´)

A Dinamarca provocou a primeira grande surpresa do Europeu, ao derrotar a favorita Holanda por 1-0. Krohn-Dehli, numa excelente jogada individual, marcou o único golo da partida, perante uma "Laranja" bastante inofensiva na frente. Van Marwijk entrou em jogo com dois pivots defensivos, ambos inconsequentes na forma de levar o jogo para a frente (a aposta correcta seria em Strootman).

O início de jogo decorreu como o esperado, com a Holanda mais sobre o meio campo da Dinamarca, até porque os dinamarqueses deixaram que isso acontecesse. Sem criar grande perigo, a Robben e Van Persie tentavam levar a "laranja" para a frente, enquanto que a Dinamarca respondia pela certa. Num dos poucos ataques dos dinamarqueses, Krohn-Dehli aproveitou um ressalto, fez uma grande simulação (tirou 2 adversários do caminho) e rematou por entre as pernas de Stekelenburg. A Dinamarca ganhou confiança e começou a ter mais bola, enquanto que os holandeses podiam ter chegado ao golo em duas ocasiões. Robben aproveitou uma falha do guarda-redes dinamarquês para rematar ao poste, enquanto que Van Persie falhou na cara de Andersen.

No segundo tempo a Holanda apresentou-se em melhor nível e teve excelentes oportunidades para igualar a partida. Contudo, a desinspiração dos seus avançados e as defesas de Andersen foram evitando o empate da Holanda. Krohn-Dehli também esteve em destaque e quase bisava (defesa de Stekelenburg), mas o resultado não se alteraria mais. Van Marwijk foi um dos principais responsáveis pela derrota holandesa, pois entrou em campo com 2 pivots que não sabem construir e só mexeu na equipa por volta dos 70 minutos. Agger, Andersen, Krohn-Dehli estiveram em grande destaque na Dinamarca, bem acompanhados pelos seus colegas (Kvist e Zimling dominaram o meio campo holandês), enquanto que a defensiva holandesa mostrou as fragilidades habituais e o meio campo esteve órfão de um "cérebro" (Sneijder apareceu a espaços).


Destaques: 


Holanda - Complicou muito a sua situação, ao perder com a selecção teoricamente mais fraca do grupo. A "Laranja Mecânica" teve bastantes dificuldades em termos de primeira fase de construção (os dois centrais e os dois pivots não têm qualidade suficiente na saída de bola, a inclusão de Strootman em detrimento de De Jong ou Van Bommel garantiria mais eficácia nesse campo), ficando demasiado dependente dos rasgos dos homens da frente (Van Persie não esteve nos seus dias, Afellay a titular não se percebe, tendo em conta que esteve lesionado grande parte da época). As dificuldades a nível defensivo confirmaram-se, bem como a inexperiência de Willems.

Dinamarca - Excelente surpresa esta equipa. À coesão defensiva (os centrais estiveram impecáveis) e ao forte sentido colectivo, juntou uma qualidade a nível ofensivo (muito critério na posse de bola, lances simples mas bem estruturados) que não era de todo expectável na selecção nórdica. Gestão excelente do jogo.

Robben/Sneijder - A estrela do Bayern está a atravessar um período complicado (pouca confiança) e foi completamente "secada" por Poulsen. Já o médio do Inter, foi de longe o melhor elemento da Holanda, pautando o jogo a meio campo e fazendo passes brilhantes para os seus companheiros.

Defesa dinamarquesa - Exibição sem mácula dos homens mais recuados da turma de Morten Olsen. Os dois centrais (Kjaer e Agger) estiveram muito seguros, quer a jogar em antecipação ou no jogo aéreo, saindo com muita classe a jogar. Quanto aos laterais, Jacobsen limitou-se a cumprir defensivamente, enquanto Poulsen ainda acrescentou uma tremenda qualidade ofensiva. O guarda-redes Andersen também esteve em grande nível.


Krohn-Dehli - Foi o homem do jogo, marcando um golo em que todo o trabalho foi seu. O jogador do Brondby é algo desconhecido para a maioria dos adeptos, mas é experiente e muito inteligente tacticamente.

Defesa Holandesa - Já se sabia que este era o sector mais fraco da "Laranja Mecânica", mas hoje estiveram bem abaixo do que é aceitável para uma competição desta categoria. Os dois centrais (Vlaar e Heitinga) estiveram muito intraquilos e foram facilmente batidos (no lance do golo, por exemplo), enquanto que os laterais praticamente não se viram (Willems, que mostrou alguma inexperiência, atacou mais que Van der Wiel, o que explica a péssima exibição que o jogador do Ajax fez).

Portugal: Jogar "à Ilidio Vale" e ter fé em Ronaldo e Nani

Portugal chegou novamente a uma fase final de uma grande competição, fazendo um caminho perfeito desde o ano de 2000. Mais uma vez, a equipa das quinas teve que ultrapassar a Bósnia nos playoffs, depois de um início de qualificação que ia deitando tudo a perder. Paulo Bento entrou para cumprir o 3º jogo da fase de qualificação e conseguiu o que se pedia e que seria impossível com Queiroz. No entanto, o sorteio não foi favorável às cores nacionais, pois a selecção ficou inserida num grupo com a finalista do último Mundial (Holanda), a finalista do último Euro e 3ª classificada no Mundial (Alemanha) e a Dinamarca, que ficou sempre à frente de Portugal nas duas últimas fases de qualificação. Tendo em conta esses mesmos adversários e a qualidade do futebol nacional - um meio campo bastante frágil para este nível - o VM acredita que Portugal vai optar por uma estratégia mais de contenção dando sempre a iniciativa aos adversários para depois explorar as nossas mais-valias (uma espécie de estratégia à Ilídio Vale no Mundial da Colômbia de sub-20. Essa equipa tinha muito menos talento que a AA, e conseguiu um autêntico milagre, provando que nas fases finais tudo é possível. O meio campo dos jovens portugueses era bastante fraco na construção de jogo e em criatividade. Ilídio Vale reforçou essa zona do terreno, baixou as linhas, deu o domínio ao adversário e, assim, a selecção conseguiu chegar à final e ficar perto de conquistar o título).
No Euro 2012, parece claro que para termos sucesso o conjunto de Bento terá que estar ao seu melhor a nível defensivo (Holanda e Alemanha são de top mundial no ataque), e saber explorar na perfeição as transições ofensivas (por vezes falta-nos esse cinismo). A selecção nacional apresenta o melhor jogador europeu da actualidade, o que faz de nós um legítimo candidato (Ronaldo sabe como ninguém que precisa de "explodir na Polónia/Ucrânia para não perder a corrida à Bola de Ouro, uma má competição será fatal para o português) mas ao contrário de outras selecções presentes, não apresenta grande continuidade em qualidade no resto do plantel. De acordo com o VM, existem 5 grupos de jogadores na selecção das quinas: Top (Ronaldo, Nani e Pepe), Excelente (nenhum), Muito Bons (Rui Patrício e Meireles), Bons (Bruno Alves e Coentrão), Aceitáveis (Veloso, Quaresma e Moutinho) e "os outros" (restantes 13 jogadores), algo que nos deixa em termos de opções a uma grande distância de Alemanha, Holanda. Resta saber se o colectivo nacional conseguirá dar a volta à qualidade individual das duas grandes potências e da Dinamarca. Pelo menos o excesso de confiança (algo que nos prejudicou no passado) não será um obstáculo para ultrapassarmos estes adversários, já que os últimos encontros acabaram por dar alguma humildade (o que para o VM até é positivo) a Portugal (jogadores, estrutura, adeptos, assumiram o papel de outsiders e isso será benéfico na maneira como a selecção vai chutar com algumas vaidades para canto e jogar com uma pressão positiva). 

Lista de Convocados:
GR: Beto (Cluj), Eduardo (Benfica) e Rui Patrício (Sporting)
DEF: Bruno Alves (Zenit), Fábio Coentrão (Real Madrid), João Pereira (Sporting), Pepe (Real Madrid), Miguel Lopes (Sp. Braga), Ricardo Costa (Valência) e Rolando (FC Porto)
MED: João Moutinho (FC Porto), Custódio e Viana (Sp.Braga), Miguel Veloso (Génova), Raul Meireles (Chelsea) e Ruben Micael (Saragoça)
AVA: Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Hugo Almeida (Besiktas), Hélder Postiga (Saragoça), Nani (Manchester United), Nelson Oliveira (Benfica), Ricardo Quaresma (Besiktas) e Silvestre Varela (FC Porto)
11 provável (433): Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Miguel Veloso, João Moutinho e Raul Meireles; Nani, Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga. VM - O meio campo é o ponto fraco da selecção das quinas, bem como a posição de avançado centro. A defensiva de Portugal apresenta qualidade (Pepe é dos melhores do Mundo, e tanto Coentrão como Bruno Alves dão garantias), contudo, será a inspiração de Cristiano Ronaldo (estará no radar dos defesas contrários) e sobretudo de Nani que poderão levar a selecção nacional ao topo (o extremo português tem sido o nosso melhor elemento nos últimos 2 anos, e vai querer aproveitar este europeu para se afirmar definitivamente como um dos melhores do Mundo. O facto de ser algo desvalorizado pela imprensa e adversários, certamente vão estar mais concentrados nas acções de CR7, pode dar o espaço necessário para que jogador do Man Utd brilhe e leve Portugal à glória na Polónia/Ucrânia).
Grupo B: Portugal, Alemanha, Holanda e Dinamarca
Estrelas: Cristiano Ronaldo, Nani e Pepe
Objectivo: Título
Previsão do VM: Meias finais - Inserido no grupo da morte, as hipóteses de Portugal em passar aos quartos-de-final não são as maiores, contudo, acreditamos que Ronaldo e Nani vão brilhar, e se a estratégia da contenção e exploração das transições ofensivas funcionar, podemos perfeitamente sonhar. Até onde poderá chegar Portugal? Qual será o 11 de Bento? E qual seria o melhor 11 da nossa selecção?

Croácia: Único representante da ex-Jugoslávia tenta contrariar favoritos

Desde que declarou a sua independência em 1991, a Croácia apenas falhou presença no Euro 2000 e Mundial 2010, pelo que os croatas estão mais do que habituados a lidar com as grandes competições. O percurso para chegar ao Euro 2012 não foi fácil e apenas foi conseguido num playoff frente à Turquia (vitória por 3-0 em Istambul e 0-0 em Zagreb).  Pese embora o reduzido contingente populacional (4.2 milhões de habitantes), Slaven Bilic tem à disposição um excelente grupo de jogadores. A habitual qualidade técnica dos elementos oriundos da antiga Jugoslávia, a juntar a uma experiência clara da maior parte do elenco . Depois de uma boa participação no Euro 2008, os croatas querem mais em 2012 e espreitarão uma surpresa no grupo C. Com um Espanha-Itália a abrir, os croatas poderão aproveitar um deslize italiano (que colocará maior pressão sobre a squadra azzurra para a 2ª jornada) e decidir a passagem aos quartos-de-final logo na partida frente à Itália.

Lista de convocados:
GR: Stipe Pletikosa (Rostov), Danijel Subasic (Mónaco) e Ivan Kelava (Dínamo Zagreb)
DEF: Jurica Buljat (Maccabi Haïfa), Domagoj Vida (Dínamo Zagreb), Vedran Corluka (Bayer Leverkusen), Josip Simunic (Dínamo Zagreb), Gordon Schindelfeld (Frankfurt), Ivan Strinic (Dnipro) e Daniel Pranjic (Bayern Munique)
MED: Darijo Srna (Shakhtar Donetsk), Tomislav Dujmovic (Saragoça), Ognjen Vukojevic (Dínamo Kiev), Ivan Rakitic (Sevilha), Luka Modric (Tottenham), Ivan Perisic (Borussia Dortmund), Niko Kranjcar (Tottenham), Milan Badelj (Dínamo Zagreb) e Ivo Ilicevic (Hamburgo)
AVA: Niko Kalinic (Dnipropetrovsk), Nikica Jelavic (Everton), Mario Mandzukic (Wolfsburgo) e Eduardo da Silva (Shakhtar Donetsk).
11 provável (442): Pletikosa; Corluka, Simunic, Schindelfeld e Strinic; Srna, Kranjcar, Modric e Rakitic; Jelavic e Eduardo. VM - Slaven Bilic tem à sua disposição um meio campo de grande classe, juntamente com excelentes unidades ofensivas (Perisic e Mandzukic deverão ficar de fora do 11). O sector mais recuado é o mais frágil.
Grupo C: Croácia, Itália, Espanha e Rep. Irlanda
Estrelas: Modric e Srna
Objectivo: Ultrapassar a fase de grupos
Previsão do VM: Fica pela fase de grupos - Inserido num grupo complicado, em princípio, a Croácia não irá conseguir dar a volta a Espanha e Itália. Contudo, a surpresa poderá sempre acontecer (em 2008, derrotaram a Alemanha na fase de grupos). Até onde poderá chegar a Croácia? Conseguirão dar a volta aos favoritos Espanha e Itália?