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Monday, April 23, 2012

Rafael Tolói associado ao Sporting

De acordo com a imprensa italiana, Udinese, Catania e Sporting estão particularmente atentos a Rafael Tolói, defesa central que milita no Goiás da II divisão do Brasil. O jovem de 21 anos e 1m85, que no passado foi apontado a equipas como o Porto, Juventus e AC Milan, nos últimos meses tem sido igualmente associado a clubes do Brasileirão como o Internacional, Grémio e São Paulo. VM - Destacou-se no Mundial sub-20 de 2009 ao serviço do Brasil e desde então tem sido frequentemente associado a vários clubes europeus. A descida de divisão do Goiás (na altura foi a defesa mais batida do campeonato) a juntar ao facto de a época passada ter actuado na série B (aliás como nesta, caso não seja contratado por outro clube) atenuaram o interesse no brasileiro. No entanto, é um jovem com qualidade, com a altura mínima exigida para um central no futebol actual (1m85), forte no jogo aéreo, com uma saída de bola razoável, agressivo (no bom sentido), e que apresenta ainda uma margem de evolução considerável. Nos últimos tempos as suas exibições deram um salto qualitativo e até poderá figurar nos JO de 2012 ao serviço do Brasil. Na perspectiva do Sporting parece ser uma típica contratação à Carlos Freitas, alguém já com um certo nome no mercado, que já demonstrou potencial no passado e que poderá aproveitar um ingresso no clube leonino para se afirmar no futebol internacional em definitivo e depois "dar o salto" para um clube de outra nomeada. O facto de Polga estar em final de contrato (as recentes exibições podem forçar uma renovação) a juntar às constantes lesões de Rodríguez (apesar de criticado é dos 4 centrais dos leões o que joga melhor do lado esquerdo, o mais rápido e aquele que tem melhor saída de bola. Tolói nesse aspecto tem contra si ser mais um elemento que joga do lado direito) podem levar a que o Sporting contrate 2 centrais no próximo defeso (um deles até poderá ser o regresso de Nuno Reis, mas quanto a nós o português a curto-prazo ainda não é solução para o 11 leonino; Pedro Mendes também não apresenta qualidade para jogar na equipa principal do Sporting). Na nossa opinião é indiscutível que os leões precisam de pelo menos contratar 1 central no próximo defeso (até podem ser 3, dependendo das saídas) que entre de caras no 11 leonino, de preferência um jogador alto, que actue do lado esquerdo, rápido e que tenha uma saída de bola aceitável (as soluções de mercado com estas características são escassas, aliás este o tipo de central que todos os clubes pretendem e pela definição do VM mais parece que estamos a falar do Pique. No entanto os clubes portugueses nos últimos anos tem feito uma prospecção eficiente e há alguns jogadores que podem se enquadrar neste perfil). Boa solução para a defesa do Sporting? Ou a juntar a Onyewu e Xandão (deveria o Sporting exercer a opção pelo ex-São Paulo até final desta época?) os leões necessitam de pelo menos um central que tenha um impacto imediato na defensiva leonina (até podem ser 3 caso Carriço seja vendido o clube leonino tem de comprar um defesa/trinco, Polga não renove, e Rodríguez seja dispensado)? Quais deveriam ser os 4/5 centrais dos leões na próxima época (um central devia ter a polivalência de Carriço)? Polga com as últimas exibições (desde que Sá Pinto assumiu o comando técnico do Sporting) justifica a renovação ou deve sair? Rodríguez (central de qualidade e com características diferentes de todas as opções dos leões) deverá ser dispensado? E Carriço, ele que agora é claramente mais um médio defensivo (passado 3 anos o Mundo do Futebol deu razão ao Visão de Mercado) do que propriamente central deve ser transferido (caso seja, que defesa/trinco deveria ocupar o seu lugar)?

Monday, April 16, 2012

Grande, Grande, Grande Di Natale: Goleador dentro do campo, um enorme ser humano fora dele

O dia 14 de Abril de 2012 marcou nova tragédia para o mundo do desporto. Piermario Morosini, jogador do Livorno (emprestado pela Udinese), de 25 anos, sofreu um ataque cardíaco durante o Pescara-Livorno, jogo da Serie B italiana. Embora tenha saído com vida do Estádio, não foi possível alterar o seu destino fatal. Uma vida bastante curta e marcada pela tragédia familiar. O jogador italiano tinha perdido a mãe aos 15 anos, o pai aos 17 e mais tarde o irmão, ficando apenas com a sua irmã, maior de idade e portadora de uma deficiência. Morosini vivia para o futebol e para a sua irmã, pois era ele o grande sustento dela, mas com a tragédia do passado sábado, Maria Clara ficou só... Contudo, o desporto já deu grande provas que é muito mais que uma disputa pelo dinheiro, pela glória e pela vitória! Itália uniu-se em torno da morte de Morosini e surgiram vários interessados em apoiar financeiramente a irmã de Morosini. A Udinese e Atalanta, clube que formou o jogador, já garantiram que vão assegurar assistência financeira vitalícia para Maria Clara, enquanto que inúmeros profissionais de futebol em Itália já contribuíram para ajudar a irmã de Morosini. Mas foi Antonio Di Natale quem deu o passo em frente. Goleador com créditos firmados na Europa, mostrou ter um coração ainda maior que a sua classe dentro dos relvados. Di Natale vai requerer a custódia de Maria Clara, irmã de Morosini, para que ela não fique sozinha no Mundo. O capitão da Udinese falou ainda sobre Morosini: "Foi um excelente companheiro. Apesar de todos os problemas que tinha, estava sempre à disposição da equipa e dava todas as suas forças pela irmã. Ele queria viver e encontrar o êxito. Para ele, para a família e para a irmã. Era nela que ele pensava. É essencial que fique ao lado da irmã de Morosini o resto da vida. Ela precisa de nós e queremos ajudá-la. Por ela e pelo Mario."

Fora dos relvados, Di Natale mostrou ser enorme, e dentro, com 34 anos, continua a deixar a sua marca. Nasceu em Nápoles, mas cedo se mudou para Empoli, onde começou a jogar nos escalões de formação daquele modesto clube. Estreou-se na equipa principal aos 19 anos, mas depois seguiram-se 2 anos de empréstimos. Em 1999/2000 confirmou-se como peça importante na equipa da Toscânia e em 2001/2002 marcou 16 golos na Serie B, que ajudaram o Empoli a subir à Serie A. Na estreia no principal campeonato, Di Natale marcou 13 golos, contribuindo para a salvação do Empoli "in-extremis". Em 2003/2004, o Empoli foi relegado para a Serie B, num ano onde Di Natale apenas marcou 5 golos na Liga. Mas foi o suficiente para a Udinese se interessar pelo avançado. No ano seguinte, juntamente com Iaquinta, levou o clube de Udine ao 4º lugar na Serie, que valeu a qualificação para a Liga dos Campeões. Entre 2004 e 2009 (5 temporadas), Di Natale marcou 74 golos em 188 jogos (em todas as competições), contribuindo para duas qualificações europeias da Udinese. Foi em 2009/10, aos 32 anos, que a veia goleadora do jogador atingiu o seu auge, com os 29 golos na Serie A. O ano passado, nova demonstração de qualidade, com mais 28 golos (4º lugar para a Udinese) e o prémio de melhor marcador da Serie A pelo 2º ano consecutivo. Esta temporada, a Udinese está de novo na luta por uma vaga na Liga dos Campeões, com Di Natale a somar 20 golos (menos 3 que Ibrahimovic).

Uma carreira que fala por si, com números impressionantes, mas que não são nada comparando com o gesto que o jogador teve após a morte de Morosini. O desporto precisa de pessoas com este tipo de atitudes. Grande Di Natale!