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Monday, June 11, 2012

Polónia: Ambição, união e grupo acessível podem resultar numa participação positiva no torneio que acolhem

Já lá vão os tempos de ouro da Polónia (recordamos que em 1974 e em 1982 ficaram no terceiro lugar do Mundial), em que tinha executantes de classe mundial. Actualmente, apesar de um conjunto com bons jogadores (nomeadamente o trio do Dortmund), falta claramente uma figura que se destaque e assuma as rédeas da equipa. Ainda assim, a selecção orientada por Franciszek Smuda pode sonhar com uma boa participação.

A actuar em casa e inserida num grupo teoricamente acessível, a Polónia não quererá desperdiçar a oportunidade de chegar a uma fase adiantada do "seu" torneio. Na verdade o grupo é bastante equilibrado (a Rússia leva um ligeiro favoritismo), com todas as selecções a partir em pé de igualdade. Depois da retirada de Smolarek (até há pouco tempo uma estrela no país), a equipa da casa deposita grandes esperanças no trio do Dortmund (claramente os jogadores de maior qualidade e em melhor forma), que vem com rotinas do clube (a ala direita terá Piszczek e Kuba), para fazer com que a nação não se desiluda.

Lista de convocados:
GR - Wojciech Szczesny (Arsenal), Tyton (PSV Eindhoven) e Grzegorz Sandomierski (Jagiellonia Bialystok)
DEF - Lukasz Piszczek (Borussia Dortmund), Marcin Wasilewski (Anderlecht), Jakub Wawrzyniak (Legia Varsóvia), Marcin Kaminski (Lech Poznan), Grzegorz Wojtkowiak (Lech Poznan), Sebastian Boenisch (Werder Bremen) e Damien Perquis (Sochaux)
MED - Eugen Polanski (Mainz), Dariusz Dudka (Auxerre), Adam Matuszczyk (Fortuna Duesseldorf), Adrian Mierzejewski (Trabzonspor), Jakub Blaszczykowski (Borussia Dortmund), Ludovic Obraniak (Bordéus), Maciej Rybus (Terek Grozny), Kamil Grosicki (Sivasspor), Rafal Murawski (Lech Poznan) e Rafal Wolski (Legia Varsóvia)
AVA - Robert Lewandowski (Borussia Dortmund), Artur Sobiech (Hanover) e Pawel Brozek (Celtic).
11 provável (4231): Sczesny, Piszczek, Perquis, Wasilewski e Wawrzyniak; Polanski, Dudka, Obraniak, Kuba e Rybus; Lewandowski VM - Um 11 com um guarda-redes muito seguro, que aposta essencialmente na consistência defensiva (actuará uma dupla de pivots à frente da defesa). As subidas do lateral Piszczek (forma a ala direita com Kuba, seu companheiro no Dortmund) poderão ser de bastante importância na dinâmica da equipa (do lado contrário, Rybus, extremo bastante vertical, poderá ser uma das revelações da competição). A construção do jogo ofensivo da equipa ficará a cargo de Obraniak, médio de qualidade e que surge bem em zonas de finalização. Na frente, Lewandowski terá a missão de ser o homem golo e dar continuidade à boa época que realizou.
Estrelas: Sczesny, Piszczek, Kuba, Lewandowski
Objectivo: Ultrapassar a fase de grupos
Previsão do VM: Quartos de final - A actuar em casa e num grupo acessível, os polacos têm fortes possibilidades de seguir em frente. No entanto, não terão capacidade para eliminar Alemanha, Portugal ou Holanda. Até onde irá um dos anfitriões? O facto de estar num grupo acessível, beneficiando do factor casa, poderá resultar numa qualificação para a fase a eliminar? Qual será o 11 polaco?

Saturday, June 9, 2012

Abertura do Europeu com segunda parte emotiva; Polónia cedeu, Grécia quase aproveitou para voltar a ganhar na casa de um anfitrião

Polónia 1-1 Grécia (Lewandowski 17´; Salpingidis 51´)


Depois de uma cerimónia de abertura interessante, a Polónia entrou a todo o gás e chegou ao golo. Os gregos reagiram na 2ª parte e estiveram mais perto da vitória, contudo, Karagounis permitiu a defesa de Tyton numa grande penalidade. Fernando Santos merecia ganhar o jogo pelo que fez no banco de suplentes, ao contrário de Smuda, bastante passivo e incapaz de reagir às adversidades.

Bom início de partida para os polacos, que confirmaram as previsões. Um avançado forte na frente e uma dupla de respeito no flanco direito. Foi assim que a Polónia criou os seus principais lances de perigo, nomeadamente o golo. "Kuba" ganhou a linha e cruzou na perfeição para o cabeceamento de Lewandowski. Com o golo, a Polónia deixou de pressionar com intensidade e deu a bola à Grécia, no entanto, os gregos foram incapazes de construir jogo durante os primeiros 45 minutos. Perto do intervalo, Papastathopoulos recebeu ordem de expulsão (esperemos que os árbitros do Euro não mantenham este critério), deixando os gregos reduzidos a 10 elementos. 

Quando se esperava uma Polónia forte para o 2º tempo, foi exactamente o contrário que aconteceu. Fernando Santos deixou Ninis no balneário e colocou Salpingidis no jogo, algo que alterou completamente o rumo dos acontecimentos. O avançado do PAOK aproveitou uma falha na defensiva polaca para igualar a partida e, pouco tempo depois, surgiu isolado perante Szczesny. O guarda-redes polaco derrubou o avançado grego, recebeu ordem de expulsão, contudo, Karagounis não aproveitou o lance para dar a volta à partida. Tyton, acabado de entrar, defendeu a grande penalidade e o jogo não teve mais nenhum lance de registo até final. 

Destaques:


Polónia - Uma primeira parte de bom nível, sem falhas defensivas e com alguns momentos de intensidade. Kuba, Piszczek, Lewandowski e Obraniak mexeram muito com o jogo ofensivo da equipa, mas depois caíram no segundo tempo. Inexplicavelmente, os polacos não mostraram ambição, o mesmo se passando com Smuda, que no banco de suplentes não soube tirar melhor proveito dos seus jogadores. A defensiva mostrou fragilidades (Boenisch vai ter dificuldades perante outros adversários), enquanto que o meio campo e o ataque desapareceram no segundo tempo.

Grécia - Início de jogo péssimo para a equipa de Fernando Santos. Incapaz de parar as unidades polacas e muito menos em criar jogadas de ataque. Ninis, que poderia acrescentar criatividade ao meio campo, e Samaras, não conseguiram entrar em jogo e, quando Papastathopoulos foi expulso, esperava-se o pior para a Grécia. Fernando Santos retirou Ninis do jogo e colocou Salpingidis e tudo mudou. O segundo tempo foi todo controlado pelos gregos, que mesmo com menos 1 unidade, poderiam ter chegado à vitória.

Salpingidis - Foi o "Deus" grego de serviço. Entrou ao intervalo, aproveitou uma falha da defensiva polaca para marcar o 1-1 e ainda conquistou uma grande penalidade. Para além disso, apareceu bem nas zonas de finalização, marcou outro golo que foi anulado mas, injustamente, não foi considerado o homem do jogo.

Lewandowski - Foi considerado o homem do jogo e começou o Europeu em grande estilo. Excelente primeira parte, com um golo marcado e muitas movimentações de qualidade. No segundo tempo, decresceu de qualidade, tal como toda a selecção polaca.

Torosidis/Kuba - Os defesa direito grego não cedeu pelo seu lado e ainda criou os desequilíbrios que permitiram a Salpingidis igualar a partida. Do outro lado, Kuba realizou uma primeira parte de grande nível, fez uma assistência para golo, mas desapareceu no segundo tempo.

Szczesny/Holebas/Ninis - O guarda-redes polaco tinha neste Europeu oportunidade para finalmente calar os críticos, contudo, falhou no golo da Grécia e ainda foi expulso. Holebas passou por grandes dificuldades na lado esquerdo da defesa grega, enquanto que Ninis foi uma sombra de tudo o que pode fazer.